Blog de alunos do 1o semestre de Jornalismo da PUCRS - Vitor Fazio e Matheus Goularte.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Na frente das câmeras
TV: a produção de um programa
Entrando no Tubo da TV
A primeira foi a mais divertida de todas. Aos 8 anos, interpretei o "Pedrinho", do sítio do Pica Pau Amarelo na extinta TV Guaíba, com alguns colegas, ao vivo ("Quem sabe faz ao vivo", diria o grande - em todos sentidos - Faustão). A cena, que durou poucos minutos, envolvia algo como salvar alguém da Cuca. Deu certo, mas por pouco: me lembro que, em determinado momento, tinha que botar um colar num "poço". Do alto da minha coragem, joguei o colar, com uma relativa distância até o tal poço e, por muito pouco, caiu dentro do alvo. Altas emoções.
Chega de saudosismo. Hoje tive a primeira experiência mais profissional, digamos. Fui comentarista em um debate sobre os protestos em Porto Alegre, onde expressei minhas opiniões sem nexo e desinteressantes (humildade é tudo). Participei bastante, até. Cometi alguns pecados como, por exemplo, falar olhando para os colegas, não para a câmera. Acho que ficou bom, porém. Não tive nenhum momento caótico em que se pensa e não sabe se fazer entender sem falar alguma palavra mais chula. Meus colegas de programa também se saíram bem, sem cometer nenhum erro trágico. Quando eu for mostrar para meus netos, vou sentir alguma forma de orgulho, na verdade.
Com essa terceira aparição, já me considero uma celebridade. Ainda não distribuí autógrafos, mas estou à disposição.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
A base da vida: a luta por um espaço em um grande clube
Mídia: o que é? Como definir?
O que é a mídia, porém? Alguém já parou pra pensar no que ela é antes de jogar pedras na mesma? Mídia não representa somente aquela parte famosa e rica - Globo, Veja, Estado de S. Paulo, Band, etc. -, esse termo engloba também toda uma parte "nanica" da imprensa (independente do meio de atuação da mesma) que não pode ser ignorada e não merece aqueles termos esdrúxulos citados anteriormente (aliás, não creio que mesmo a mídia elitista mereça todos eles).
Existe um esforço louvável por parte da mídia "nanica" para transmitir suas idéias (e claro, noticiar) que não pode ser esquecido (no fundo, são tão dedicados quanto um repórter da Zero Hora, grande alvo em meio a essa revolução toda, mas isso é assunto para outra hora). É um absurdo tentar desqualificar uma classe inteira de Repórteres, somente com a intenção de mostrar que existem alguns pontos errados dentro da nossa classe. Esse preconceito todo, no fim, só prejudica (como de hábito, no Brasil) os desfavorecidos, que não só não são respeitados, por serem considerados farinha do mesmo saco da mídia top, como ganham mal e não tem nem metade do luxo dos favorecidos. Podem até ser farinha do mesmo saco, mas dizer que a mídia underground tem o mesmo pensamento e comportamento da mídia "fresca" é um erro imperdoável.
sábado, 22 de junho de 2013
Cobertura de Guerra: os homens que precisam ser de ferro.
Difícil mesmo deve ser sair da redação. Sem saber se volta. E, se voltar, inteiro.
Me inspiro numa oficina comandada pelo Jornalista Luis Antônio Araújo na Famecos em 15/05 do ano corrente para imaginar esse que, certamente, é um dos pontos chaves da carreira de um Jornalista: desbravar o mundo das Guerras, cuidando de sua segurança, ao mesmo tempo que busca o melhor ângulo para uma foto, uma entrevista com um nativo, o máximo de detalhes para lançar o melhor material possível, talvez até atravessando os limites amassados e rasgados de um simples Jornal (vide o livro "Binladenistão - Um Repórter Brasileiro na Região mais Perigosa do Mundo", do próprio Araújo). Emoção e sentimentos não se encaixam no estilo deveras conservador de uma reportagem, portanto é obrigatório esquecer todo e qualquer sentimento que um Robô não teria. Faça isso, faça assim, faça assado. E é feito. Equipamentos roubados e problemas diplomáticos viram meros detalhes.
Um outro ponto importantíssimo nas coberturas de Guerra é o cunho histórico que elas podem ganhar (e em geral ganham). Somos todas pessoas tão distantes desse conceito histórico que, quando passamos a fazer parte disso, não sentimos. Você não sente a história acontecendo até fazer parte dela. Pessoas histéricas na Praça Tahrir são barulhentas e chamativas o suficiente para ganhar documentários livros e exposição. O Jornalista, que vai pra lá para cobrir, interferindo o mínimo possível nos eventos, falha - felizmente, diga-se - e vira peça de museu, com tanto valor quanto um vaso da época de Alexandre, o Grande. Falha por que se somou às multidões, inchou as fotos, ocupou um espaço que ficaria vazio. Nunca foi tão bom falhar.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
TV: Um universo à parte
Um fenômeno tem tomado conta de algumas casas brasileiras: o fenômeno da segunda tela. Muitos telespectadores utilizam ao mesmo tempo em que assistem TV, tablets, ou celulares mudando a ideia de poucos anos atrás de que a televisão é o melhor meio para se informar, e ter notícias. A televisão, com o surgimento da internet, precisará mudar o atual modo de transmissão. A ideia de que a televisão é pode ser compreendida como um tipo de multimídia será, futuramente, um meio de entender como a Web poderá transmitir imagens. Sabemos que o próximo passo, depois da TV digital, será a possibilidade do espectador programar pelo computador as diversas possibilidades de interação com as imagens, como cronometrar as transmissões, recuperar arquivos wave, converter formatos, etc. Essa é a TV interativa, o futuro dos sistemas de multimídia aplicados à TV.
Segue abaixo o link para a transmissão de amanhã:
eusoufamecos.pucrs.br/labjor/
Matheus Caporal Goularte
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Radiojornalismo: a 1a experiência a gente não esquece
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| Alunos da Famecos na aula de rádio- Foto divulgação/Facebook |
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Contra a Tendência
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| Resenha nota 10- Foto de Matheus Caporal |
quinta-feira, 2 de maio de 2013
A Formação de uma Matéria
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| Editorias reunidas finalizando suas matérias- Foto de Matheus C. Goularte |
Na cadeira de Laboratório de Jornalismo, como o objetivo é desenvolver nossas habilidades jornalísticas, nós, alunos, fomos os responsáveis pelas sugestões das matérias que serão publicadas no jornal da cadeira.
Ari Mattos- Estamos tentando implantar planejamento estratégico, para os próximos anos, viabilizando a renovação dos jogadores de padel, e incrementar a visão da mídia, compreendendo o esporte e porque temos aqui no RS campeões mundiais. Precisávamos manter a federação em dia com todos os órgãos e entidades, então esta foi nossa prioridade, e conseguimos.
Porque o padel não faz o sucesso que poderia?
Ari Mattos-Na realidade, o padel aqui no Brasil é bem desenvolvido no sentido de termos praticantes de qualidade, porém não temos ainda quantidade, e se compararmos pelo numero de habitantes, teoricamente o padel não existe no Brasil. O esforço maior é fazer acontecer para a grande mídia, tomar conhecimento,
e conseguir patrocinadores master , promovendo o esporte como uma resposta eficiente para o investimento.É um esporte fácil de praticar, qualquer pessoa com um minimo de coordenação é capaz de praticar, é agregador e muito familiar.
Por Matheus Caporal Goularte
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Imparcialidade: o bom senso entre o certo e o errado.
Então, assumimos nossa incompetência, pois. "Vamos ter opiniões, mas não claramente" deve ter dito algum chefe de redação, em algum lugar do passado, quando percebeu o quão utópico é ser plenamente imparcial. Mas isso já foi levado longe demais: algumas publicações ignoram a parte do "mas não claramente" e passaram a chamar seus pensamentos de "linhas editoriais", uma falácia. Ser uma publicação de direita ou de esquerda virou uma questão "editorial". Publicar ou não uma notícia virou uma questão "editorial". Usar verbos mais incisivos em uma matéria e mais brandos em outra virou uma questão "editorial". A cor da roupa da secretária virou uma questão "editorial".
A verdade, porém, é uma questão que deve estar acima de qualquer desculpa "editorial", e a imparcialidade tem um compromisso com a veracidade dos acontecimentos. Fatos são fatos para todos, independentemente de "linhas editorias". Usar "pontos de vista" para escrever uma reportagem é uma maneira sutil de romper esse contrato que o Jornalismo (tenta) cumprir com a verdade e a imparcialidade.




