quinta-feira, 27 de junho de 2013

Na frente das câmeras

    Hoje foi o dia em que realizei um dos meus sonhos, ancorar um programa de TV. E nada melhor do realizá-lo numa faculdade que me recebeu muito bem. Como âncora a minha principal função era apresentar o programa e dar o tema da conversa, sendo responsável pela primeira pergunta. 
    A minha principal qualidade com certeza é a tranquilidade e a capacidade de raciocinar em momentos difíceis  (modéstia a parte). Acho que pude demonstrar isso durante os dez minutos que estive no ar. Após observar o sinal de que podia começar o programa, muita coisa passou pela minha cabeça em fração de segundos, desde a decisão por fazer jornalismo, tomada no ano de 2011, até a certeza de que esse é realmente o curso pelo qual quero dedicar a minha vida. 
   Voltando para o programa, sei que ainda é preciso melhorar, e muito. O bloco era de dez minutos, porém foi apresentado em 11min e 9seg, isso não pode acontecer, pois é preciso respeitar o tempo dos comercias ( afinal eles mantém o programa no ar) e não comprometer a grade horária da televisão.Como o programa era da cadeira de laboratório o programa não foi cortado. 
    Um fator em que poderia ter a minha intervenção, foi o de que o convidado falou demais e talvez por causa disso o tempo do programa passou do combinado. Todavia, a experiência foi excelente e inesquecível, e quando eu estiver apresentando um programa numa grande emissora não esquecerei desse dia. O tempo dirá se realmente sirvo para essa área mas, já aviso, ainda vão ver muito esse rosto na telas da TV!

Matheus Caporal Goularte
Foto- divulgação/facebook

TV: a produção de um programa

    O que é necessário para se produzir um bom programa? O que enfrentamos pelo caminho? Bom, hoje às 9:50 quando a assessoria do nosso entrevistado, o vocalista da Comunidade Nin-jitsu e deputado estadual, Mano Changes, entrou no saguão da Famecos foi somente a confirmação de que havíamos nos organizado ( incrível como as coisas ficam mais fáceis com organização). 
    A organização foi muito boa, todavia, não somos perfeitos, e problemas surgem, como a confirmação de um segundo entrevistado, sendo que o programa só tinha espaço para um. Contornar problemas, também faz parte do aprendizado, e com uma simples ligação foi desmarcado o que poderia ser uma situação constrangedora para nós.
   Antes de chegarmos no assunto que se tornou tema da entrevista, tecnologia na educação, confesso que pensamos em outros assuntos e até convidamos outras pessoas, no entanto esse tema se encaixou perfeitamente no contexto de reivindicações em que vivemos. O roteiro do programa foi baseado em perguntas sobre os projetos dele e o motivo pelo qual ele defende tanto a tecnologia em prol da educação. Várias perguntas foram separadas porém, como bloco foi de 10 minutos cada um teve a oportunidade de fazer apenas uma pergunta.
   Outro fator interessante é destacar como foi feita a escolha do nome do programa, afinal ele é o meio pelo qual as pessoas vão te reconhecer. Não queríamos nada com Famecos no nome, pois seria muito óbvio, então pensei que como faríamos perguntas objetivas ao nosso entrevistado, sugeri o nome "Direto ao Ponto" ideia acatada por todos na hora.
   Os últimos instantes antes de entrarmos no ar foram de conversas para ajeitar os detalhes finais, e também introduzir o nosso convidado ao tema e mostrar possíveis perguntas, daquele que foi o primeiro programa de TV ao vivo de todos. No próximo post falarei da sensação de estar na frente das câmeras.

Matheus Caporal Goularte


Entrando no Tubo da TV

TV parece ser algo muito distante de nós, meros mortais. Quando temos a oportunidade de aparecer lá - mesmo que sorrateiramente, passando por trás de um Repórter - falamos para todos, queremos que todos vejam. Hoje, senti uma vez mais esse momento especial que é ser visto e gravado. A terceira, segundo meus cálculos. Em nenhuma das três fui figurante, na verdade.

A primeira foi a mais divertida de todas. Aos 8 anos, interpretei o "Pedrinho", do sítio do Pica Pau Amarelo na extinta TV Guaíba, com alguns colegas, ao vivo ("Quem sabe faz ao vivo", diria o grande - em todos sentidos - Faustão). A cena, que durou poucos minutos, envolvia algo como salvar alguém da Cuca. Deu certo, mas por pouco: me lembro que, em determinado momento, tinha que botar um colar num "poço". Do alto da minha coragem, joguei o colar, com uma relativa distância até o tal poço e, por muito pouco, caiu dentro do alvo. Altas emoções.

Chega de saudosismo. Hoje tive a primeira experiência mais profissional, digamos. Fui comentarista em um debate sobre os protestos em Porto Alegre, onde expressei minhas opiniões sem nexo e desinteressantes (humildade é tudo). Participei bastante, até. Cometi alguns pecados como, por exemplo, falar olhando para os colegas, não para a câmera. Acho que ficou bom, porém. Não tive nenhum momento caótico em que se pensa e não sabe se fazer entender sem falar alguma palavra mais chula. Meus colegas de programa também se saíram bem, sem cometer nenhum erro trágico. Quando eu for mostrar para meus netos, vou sentir alguma forma de orgulho, na verdade.

Com essa terceira aparição, já me considero uma celebridade. Ainda não distribuí autógrafos, mas estou à disposição.

Vitor Fazio

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A base da vida: a luta por um espaço em um grande clube

    Em entrevista realizada na sede do A.C.B Estância Velha, em Canoas, o presidente do clube, Cléio Silva dos Santos, com certa empolgação revelou alguns projetos para as categorias de base, além de parcerias com a dupla Grenal e o Atlético-PR. " O objetivo do clube é sim expor os jogadores para negociá-los depois", não esconde o presidente do clube. 
    Atualmente, o clube possui várias equipes disputando jogos amistosos e participando de campeonatos de amadores. No entanto, os times da base estão presentes em quatro categorias (sub-13, sub-15, sub-17 e sub-19). Nos domingos, à tarde, é a vez de o time oficial do clube apresentar-se.
    As quatro categorias de base, no entanto, merecem atenção especial. Cléio revela que esses jovens representam a continuidade do clube. Serão os futuros atletas, associados e dirigentes que terão a tarefa de dar seguimento à história da Associação Cultural e Beneficiente Estância Velha. "O nosso futebol passa por um gradativo processo de profissionalização", disse Cléio. 
As mudanças na Lei Pelé, que privilegiam o clube formador, como por exemplo, o direito da verba de solidariedade, inclusive para transferências nacionais, são indicativos de que a formação do atleta brasileiro está sendo redimensionada e que a devida importância lhe está sendo conferida.
    Um fator a ser destacado é que os futuros craques do Rio Grande do Sul, em cinco, sete, 10, 12 anos, hoje estão nas categorias de base dos vários clubes existentes no estado e que será insignificante a quantidade de atletas que sairão direto dos campos de várzea para o alto nível profissional. E é por esse pensamento que Gabriel Luz, 14 anos, atleta da base do Estância Velha pensa em fazer testes na dupla Grenal, que fornece os mais bem estruturados centros de treinamento do Rio Grande do Sul. " A dupla Grenal é o sonho de qualquer atleta", relata Gabriel que ainda cansado, pois recém havia saído do treino falou: " se não for jogador de futebol pretendo me aproximar ao máximo do futebol, mas em um grande clube". 
    A gestão integrada da base é o objetivo do Estância Velha para que, após os oito a 10 anos de processo de formação de uma determinada categoria, a quantidade de atletas de alta performance seja satisfatória. Além disso, a comunicação entre todas as comissões técnicas das categorias deverá ser constante no que diz respeito a definição dos pontos fortes e fracos de cada atleta e equipe ao longo dos anos, para nortear as decisões estratégicas, técnicas e administrativas do clube.
O grande diferencial do trabalho de campo diante dessa nova perspectiva deve ser o desenvolvimento, por parte do clube, do currículo de formação do atleta de futebol. Nele a instituição vai poder definir os perfis dos atletas que pretendem formar e quais serão os conteúdos ensinados para que os diferentes perfis sejam alcançados.
    Entretanto, a profissionalização do futebol no clube é gradativa, logo, a gestão integrada da base, que é fundamental para modificações sensíveis nos corpos técnicos de cada categoria (com profissionais competentes e capacitados continuamente), ainda é considerada utópica. 

Matheus Caporal Goularte








Mídia: o que é? Como definir?

São dias complexos, no Brasil. Dias de efervescência: tudo está em pauta, tudo deve ser discutido. Desde a PEC-37 até o horrível penteado de Marco Feliciano. Uma das pautas, em meio a tantos fatores políticos, é a mídia. Mídia de direita, fascista, reacionária, corrupta e digna de todos os adjetivos negativos que possam ser imaginados - é o que se diz, pelo menos.

O que é a mídia, porém? Alguém já parou pra pensar no que ela é antes de jogar pedras na mesma? Mídia não representa somente aquela parte famosa e rica - Globo, Veja, Estado de S. Paulo, Band, etc. -, esse termo engloba também toda uma parte "nanica" da imprensa (independente do meio de atuação da mesma) que não pode ser ignorada e não merece aqueles termos esdrúxulos citados anteriormente (aliás, não creio que mesmo a mídia elitista mereça todos eles).

Existe um esforço louvável por parte da mídia "nanica" para transmitir suas idéias (e claro, noticiar) que não pode ser esquecido (no fundo, são tão dedicados quanto um repórter da Zero Hora, grande alvo em meio a essa revolução toda, mas isso é assunto para outra hora). É um absurdo tentar desqualificar uma classe inteira de Repórteres, somente com a intenção de mostrar que existem alguns pontos errados dentro da nossa classe. Esse preconceito todo, no fim, só prejudica (como de hábito, no Brasil) os desfavorecidos, que não só não são respeitados, por serem considerados farinha do mesmo saco da mídia top, como ganham mal e não tem nem metade do luxo dos favorecidos. Podem até ser farinha do mesmo saco, mas dizer que a mídia underground tem o mesmo pensamento e comportamento da mídia "fresca" é um erro imperdoável.

Vitor Fazio

sábado, 22 de junho de 2013

Cobertura de Guerra: os homens que precisam ser de ferro.

Deve ser muito fácil cobrir um acontecimento em uma redação. Ar-condicionado, Café à bel-prazer, colegas para interagir, tudo muito lindo. Quando muito, ir às ruas cobrir um acidente de transito, voltar, construir um lead bacana, deixar tudo bastante acessível  no texto e voltar ao café e às redes sociais - obviamente, se trata de uma brincadeira. É de conhecimento deste que vos escreve como a vida de Jornalista é corrida, desde o 1º semestre.

Difícil mesmo deve ser sair da redação. Sem saber se volta. E, se voltar, inteiro.

Me inspiro numa oficina comandada pelo Jornalista Luis Antônio Araújo na Famecos em 15/05 do ano corrente para imaginar esse que, certamente, é um dos pontos chaves da carreira de um Jornalista: desbravar o mundo das Guerras, cuidando de sua segurança, ao mesmo tempo que busca o melhor ângulo para uma foto, uma entrevista com um nativo, o máximo de detalhes para lançar o melhor material possível, talvez até atravessando os limites amassados e rasgados de um simples Jornal (vide o livro "Binladenistão - Um Repórter Brasileiro na Região mais Perigosa do Mundo", do próprio Araújo). Emoção e sentimentos não se encaixam no estilo deveras conservador de uma reportagem, portanto é obrigatório esquecer todo e qualquer sentimento que um Robô não teria. Faça isso, faça assim, faça assado. E é feito. Equipamentos roubados e problemas diplomáticos viram meros detalhes.

Um outro ponto importantíssimo nas coberturas de Guerra é o cunho histórico que elas podem ganhar (e em geral ganham). Somos todas pessoas tão distantes desse conceito histórico que, quando passamos a fazer parte disso, não sentimos. Você não sente a história acontecendo até fazer parte dela. Pessoas histéricas na Praça Tahrir são barulhentas e chamativas o suficiente para ganhar documentários livros e exposição. O Jornalista, que vai pra lá para cobrir, interferindo o mínimo possível nos eventos, falha - felizmente, diga-se - e vira peça de museu, com tanto valor quanto um vaso da época de Alexandre, o Grande. Falha por que se somou às multidões, inchou as fotos, ocupou um espaço que ficaria vazio. Nunca foi tão bom falhar.


Vitor Fazio

quinta-feira, 20 de junho de 2013

TV: Um universo à parte

    A oportunidade de conhecer o estúdio de televisão da Famecos foi muito interessante, principalmente para nos envolvermos com essa que será a última atividade da cadeira de Laboratório de Jornalismo: fazer um programa de TV ao vivo via internet. O programa será dividido em dois blocos de 10 minutos sendo o primeiro com um entrevistado e o segundo um debate sobre o tema da entrevista. A expectativa, ansiedade em relação ao programa, confesso ser muito grande, pois além de ter que falar ao vivo, terei a oportunidade de ancorar o primeiro bloco. O roteiro do programa será preparado para dois tipos de entrevistados: os que falam muitos e, aqueles que respondem apenas com sim e não. Resumindo, estamos preparados.
    A televisão é um meio que se difere muito dos outros visto que, une som e imagem numa única tela. O desenvolvimento tecnológico deu à televisão uma abrangência social que ainda está longe de se poder analisar o ponto que poderemos chegar. O rádio parece ser uma criança ingênua diante do gigantismo da televisão.  A comunicação social ganha com ela um poder monstruoso e complexo, cujas entranhas ainda estão além das possibilidades de análise. 

   Um fenômeno tem tomado conta de algumas casas brasileiras: o fenômeno da segunda tela. Muitos telespectadores utilizam ao mesmo tempo em que assistem TV, tablets, ou celulares mudando a ideia de poucos anos atrás de que a televisão é o melhor meio para se informar, e ter notícias. A televisão, com o surgimento da internet, precisará mudar o atual modo de transmissão. A ideia de que a televisão é  pode ser compreendida como um tipo de multimídia será, futuramente, um meio de entender como a Web poderá transmitir imagens. Sabemos que o próximo passo, depois da TV digital, será a possibilidade do espectador programar pelo computador as diversas possibilidades de interação com as imagens, como cronometrar as transmissões, recuperar arquivos wave, converter formatos, etc. Essa é a TV interativa, o futuro dos sistemas de multimídia aplicados à TV.

Segue abaixo o link para a transmissão de amanhã:

eusoufamecos.pucrs.br/labjor/


Matheus Caporal Goularte



   

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Radiojornalismo: a 1a experiência a gente não esquece

Alunos da Famecos na aula de rádio- Foto divulgação/Facebook
    No dia seis de junho, tive minha primeira experiência em programa de rádio, e ao vivo! O programa faz parte da cadeira de laboratório de jornalismo e objetivo é aproximar os alunos com os meios de comunicação. Nós tínhamos 20 minutos para apresentar o programa, no entanto, como nosso grupo era o primeiro, acho que sentimos um certo nervosismo e falamos rápido demais, assuntos que poderiam até gerar debate, como o jogo do Brasil contra a França aqui em Porto Alegre. Então não aproveitamos todo tempo que foi disponibilizado e, por isso apresentamos em apenas 14 minutos. Mesmo assim, a experiência foi fantástica. Escolher temas, o âncora, o tempo para cada um falar foi apenas uma pequena amostra de como funciona profissionalmente e isso a Famecos sabe proporcionar como poucos.
     Entre os meios de comunicação em massa o rádio, pode ser considerado o mais popular e o de maior alcance do público, não só no Brasil mas no mundo, isso pela capacidade que o homem tem em ouvir a mensagem sonora e falada simultaneamente e não ter de interromper as suas atividades e se dedicar exclusivamente à audição. Segundo dados do Ministério das Comunicações, o Brasil possui aproximadamente 3.000 emissoras de rádio, sendo que distribuídas aproximadamente em 50% para AM e FM.
     O rádio até pouco tempo atrás era o meio de comunicação mais importante do mundo, ultrapassando a então soberania dos jornais impressos. Coberturas de guerra, notícias sempre ao vivo, novelas e programas de entretenimento variados fizeram do aparelho o sonho de consumo dos cidadãos. No entanto, com o surgimento e a popularização da televisão, nos anos 50, o rádio começou a perder seu espaço. Contudo, agilidade de seu método de propagação colabora para a permanência do rádio e o ajuda a manter-se vivo e presente em praticamente todo o mundo até os dias de hoje.

Segue abaixo o link com os programas que fizemos:

Matheus Caporal Goularte

    


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Contra a Tendência

Resenha nota 10- Foto de Matheus Caporal
Dominique Wolton ataca a ideologia tecnicista e valoriza o papel dos jornalistas em seu livro

Por Matheus Caporal ( Reprodução da resenha feita para a cadeira de Tecnologias de Reportagens e Formas narrativas )

        Hoje em dia é difícil encontrar alguém contra a tendência tecnológica. Porém, Dominique Wolton, em '' Informar não é comunicar'' ( editora Sulina; literatura estrangeira; 96 páginas; 23 reais ) mostra-se favorável ao desafio da comunicação, e não d
a informação. A revolução da informação por meio de novas tecnologias, produz incerteza na comunicação.
     O livro por reforçar diversas vezes a opinião do autor, torna-se massante e cansativo, pois não desenvolve o assunto como poderia. Além disso, Wolton não aceita a ideia da comunicação ligada mais a tecnologia, aos novos meios, para ele o ideal da comunicação está ligado ao compartilhamento, aos sentimentos, ao amor. Um novo fenômeno também ressaltado por Wolton é o da incomunicação, porém num mundo como o que vivemos, é inevitável. A incomunicação referida pelo autor consiste na velocidade da informações, o que será escolhido pelos receptores e o que será repassado. '' A incomunicação constitui o horizonte da comunicação''.
     A importância que Wolton dá aos jornalistas é de extrema relevância. Visto que, em tempos em praticamente todos têm a possibilidade de transmitir informações, via internet, principalmente, cabe aos jornalistas mediar as informações, dando destaque as que considera mais importantes, afinal fora treinado para isso. A ideologia tecnicista que deveria ser valorizada, pois faz parte da sociedade desenvolver novos e melhores sistemas, é atacada por Wolton. É preciso restabelecer a separação entre o pensamento racional e o sistemismo, para Wolton. Porém, é possível associar a comunicação a tecnologia, pois juntá-las é benéfico e não o contrário como diz Wolton.
     O livro '' Informar não é comunicar'', mesmo tendo diversos pontos de convergências com a realidade, é recomendável sua leitura, porque confirmará a sua linha de raciocínio e mostrará qual sua tendência em relação a visão da tecnologia, o papel da informação e a importância da comunicação.






quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Formação de uma Matéria

Editorias reunidas finalizando suas matérias- Foto de Matheus C. Goularte
   A distribuição da pauta, geralmente, é feita pelos editores-chefes. Porém, nada impede que o próprio repórter ou qualquer um sugira uma pauta, aliás sugestões são sempre bem-vindas dentro de um jornal, visto que são elas que provocam o debate, além de mostrar os diferentes pontos de vista sobre um acontecimento.
     Na cadeira de Laboratório de Jornalismo, como o objetivo é desenvolver nossas habilidades jornalísticas, nós, alunos, fomos os responsáveis pelas sugestões das matérias que serão publicadas no jornal da cadeira.
    Um jornal é composto por diversas editorias ( cultura, polícia, esportes, mundo...) e o trabalho desenvolvido por elas deve ser muito valorizado, pois são elas que dão corpo ao jornal. Optei pela editoria de esportes por ser a área que tenho maior conhecimento. No entanto, caso alguma outra área apareça no caminho, não deixarei de exercê-la, pois novos desafios são sempre bem-vindos.
     A minha sugestão de matéria foi falar sobre padel, esporte ainda pouco difundido, que carece de planos para desenvolvimento. Após apurar e checar as informações( fundamental para todo jornalista) conclui a matéria. Obviamente não vou publicar a matéria aqui, pois vou deixá-la para vocês apreciarem, ou não, no jornal impresso, que deve sair no fim do semestre. Contudo, vou deixar aqui um pequeno trecho da entrevista via email que fiz com Ari Rui Morais Mattos, presidente da Federação Gaúcha de Padel. Essas perguntas não foram publicadas, mas ajudaram na formulação da matéria.

Há planos para o desenvolvimento do esporte? E quais são?
Ari Mattos- Estamos tentando implantar planejamento estratégico, para os próximos anos, viabilizando a renovação dos jogadores de padel, e incrementar a visão da mídia, compreendendo o esporte e porque temos aqui no RS campeões mundiais. Precisávamos manter a federação em dia com todos os órgãos e entidades, então esta foi nossa prioridade, e conseguimos.

Porque o padel não faz o sucesso que poderia?
Ari Mattos-Na realidade, o padel aqui no Brasil é bem desenvolvido no sentido de termos praticantes de qualidade, porém não temos ainda quantidade, e se compararmos pelo numero de habitantes, teoricamente o padel não existe no Brasil. O esforço maior é fazer acontecer para a grande mídia, tomar conhecimento,
e conseguir patrocinadores master , promovendo o esporte como uma resposta eficiente para o investimento.É um esporte fácil de praticar, qualquer pessoa com um minimo de coordenação é capaz de praticar, é agregador e muito familiar.

Por Matheus Caporal Goularte


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Imparcialidade: o bom senso entre o certo e o errado.

Todos os seres racionais tem opiniões, é natural, quase óbvio. Quase tão óbvio quanto, é o fato de que Jornalistas - cronistas a parte - não podem exprimir opiniões enquanto escrever uma notícia ou reportagem, sob pena de influenciar as opiniões de milhares de pessoas e de manchar seu nome. Pode parecer fácil, mas este é um trabalho digno de um Robô, uma Máquina - escrever sem se deixar levar por opiniões. Na prática, é impossível. Passamos uma vida inteira aprendendo com opiniões e pensamentos alheios, nossos pais nos educaram assim: fazer isso é feio, é ruim; fazer aquilo é bonito, é bom. Não dá para, quase aos 20 anos, desligar o botão "dê opiniões", não completamente.

Então, assumimos nossa incompetência, pois. "Vamos ter opiniões, mas não claramente" deve ter dito algum chefe de redação, em algum lugar do passado, quando percebeu o quão utópico é ser plenamente imparcial. Mas isso já foi levado longe demais: algumas publicações ignoram a parte do "mas não claramente" e passaram a chamar seus pensamentos de "linhas editoriais", uma falácia. Ser uma publicação de direita ou de esquerda virou uma questão "editorial". Publicar ou não uma notícia virou uma questão "editorial". Usar verbos mais incisivos em uma matéria e mais brandos em outra virou uma questão "editorial". A cor da roupa da secretária virou uma questão "editorial".

A verdade, porém, é uma questão que deve estar acima de qualquer desculpa "editorial", e a imparcialidade tem um compromisso com a veracidade dos acontecimentos. Fatos são fatos para todos, independentemente de "linhas editorias". Usar "pontos de vista" para escrever uma reportagem é uma maneira sutil de romper esse contrato que o Jornalismo (tenta) cumprir com a verdade e a imparcialidade.

Vitor Fazio

terça-feira, 9 de abril de 2013

A Importância da Apuração

 O jornalismo no mundo está mudando. O desenvolvimento das plataformas de comunicação, principalmente a internet, tem possibilitado o leitor de sair da mera posição de espectador para narrador dos fatos. É o chamado jornalismo colaborativo que consiste na liberdade que as pessoas têm para coleta e transmissão de informações que dizem respeito a sua rotina, cultura e ponto de vista. Grandes veículos de comunicação abriram espaço para seus '' braços colaborativos'' como o Leitor Repórter ( Zero Hora e Jornal do Brasil ) e Eu Repórter ( O Globo ).A mídia ainda não é capaz de cobrir todos os assuntos em todos os lugares, por isso a participação do leitor é importante. Selecionar assuntos que não precisam ser de abrangência nacional, mas que são relevantes para a comunidade em que vive, pode ser muito mais interessante. E pode ajudar a ganhar importantes pontos de credibilidade com os receptores do tema abordado. O assunto está mais próximo e é possível fazer a checagem dos fatos.
  As informações passadas de internautas para internautas ainda geram uma incerteza quanto a sua veracidade. Isto ocorre por não terem a apuração necessária, além de não contar com o mesmo respaldo das mídias tradicionais. Num mundo onde a velocidade da informação é praticamente instantânea,  o usuário pode selecionar o que lhe interessa e repassar.  Esse é o conceito de ''gatekeeping'', que é muito utilizado nas redes sociais. Todavia, quando esse recurso é utilizado pela imprensa com a preocupação de dar o furo (informação dada por um veículo na frente dos demais) podem ser cometidas as famosa gafes. Ou vocês acharam que Enrico Cabrito seria mesmo a mais nova contratação do Grêmio, como chegou a anunciar o  narrador e apresentador Paulo Brito?

Matheus Caporal Goularte