quarta-feira, 26 de junho de 2013

Mídia: o que é? Como definir?

São dias complexos, no Brasil. Dias de efervescência: tudo está em pauta, tudo deve ser discutido. Desde a PEC-37 até o horrível penteado de Marco Feliciano. Uma das pautas, em meio a tantos fatores políticos, é a mídia. Mídia de direita, fascista, reacionária, corrupta e digna de todos os adjetivos negativos que possam ser imaginados - é o que se diz, pelo menos.

O que é a mídia, porém? Alguém já parou pra pensar no que ela é antes de jogar pedras na mesma? Mídia não representa somente aquela parte famosa e rica - Globo, Veja, Estado de S. Paulo, Band, etc. -, esse termo engloba também toda uma parte "nanica" da imprensa (independente do meio de atuação da mesma) que não pode ser ignorada e não merece aqueles termos esdrúxulos citados anteriormente (aliás, não creio que mesmo a mídia elitista mereça todos eles).

Existe um esforço louvável por parte da mídia "nanica" para transmitir suas idéias (e claro, noticiar) que não pode ser esquecido (no fundo, são tão dedicados quanto um repórter da Zero Hora, grande alvo em meio a essa revolução toda, mas isso é assunto para outra hora). É um absurdo tentar desqualificar uma classe inteira de Repórteres, somente com a intenção de mostrar que existem alguns pontos errados dentro da nossa classe. Esse preconceito todo, no fim, só prejudica (como de hábito, no Brasil) os desfavorecidos, que não só não são respeitados, por serem considerados farinha do mesmo saco da mídia top, como ganham mal e não tem nem metade do luxo dos favorecidos. Podem até ser farinha do mesmo saco, mas dizer que a mídia underground tem o mesmo pensamento e comportamento da mídia "fresca" é um erro imperdoável.

Vitor Fazio

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