segunda-feira, 13 de maio de 2013

Contra a Tendência

Resenha nota 10- Foto de Matheus Caporal
Dominique Wolton ataca a ideologia tecnicista e valoriza o papel dos jornalistas em seu livro

Por Matheus Caporal ( Reprodução da resenha feita para a cadeira de Tecnologias de Reportagens e Formas narrativas )

        Hoje em dia é difícil encontrar alguém contra a tendência tecnológica. Porém, Dominique Wolton, em '' Informar não é comunicar'' ( editora Sulina; literatura estrangeira; 96 páginas; 23 reais ) mostra-se favorável ao desafio da comunicação, e não d
a informação. A revolução da informação por meio de novas tecnologias, produz incerteza na comunicação.
     O livro por reforçar diversas vezes a opinião do autor, torna-se massante e cansativo, pois não desenvolve o assunto como poderia. Além disso, Wolton não aceita a ideia da comunicação ligada mais a tecnologia, aos novos meios, para ele o ideal da comunicação está ligado ao compartilhamento, aos sentimentos, ao amor. Um novo fenômeno também ressaltado por Wolton é o da incomunicação, porém num mundo como o que vivemos, é inevitável. A incomunicação referida pelo autor consiste na velocidade da informações, o que será escolhido pelos receptores e o que será repassado. '' A incomunicação constitui o horizonte da comunicação''.
     A importância que Wolton dá aos jornalistas é de extrema relevância. Visto que, em tempos em praticamente todos têm a possibilidade de transmitir informações, via internet, principalmente, cabe aos jornalistas mediar as informações, dando destaque as que considera mais importantes, afinal fora treinado para isso. A ideologia tecnicista que deveria ser valorizada, pois faz parte da sociedade desenvolver novos e melhores sistemas, é atacada por Wolton. É preciso restabelecer a separação entre o pensamento racional e o sistemismo, para Wolton. Porém, é possível associar a comunicação a tecnologia, pois juntá-las é benéfico e não o contrário como diz Wolton.
     O livro '' Informar não é comunicar'', mesmo tendo diversos pontos de convergências com a realidade, é recomendável sua leitura, porque confirmará a sua linha de raciocínio e mostrará qual sua tendência em relação a visão da tecnologia, o papel da informação e a importância da comunicação.






quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Formação de uma Matéria

Editorias reunidas finalizando suas matérias- Foto de Matheus C. Goularte
   A distribuição da pauta, geralmente, é feita pelos editores-chefes. Porém, nada impede que o próprio repórter ou qualquer um sugira uma pauta, aliás sugestões são sempre bem-vindas dentro de um jornal, visto que são elas que provocam o debate, além de mostrar os diferentes pontos de vista sobre um acontecimento.
     Na cadeira de Laboratório de Jornalismo, como o objetivo é desenvolver nossas habilidades jornalísticas, nós, alunos, fomos os responsáveis pelas sugestões das matérias que serão publicadas no jornal da cadeira.
    Um jornal é composto por diversas editorias ( cultura, polícia, esportes, mundo...) e o trabalho desenvolvido por elas deve ser muito valorizado, pois são elas que dão corpo ao jornal. Optei pela editoria de esportes por ser a área que tenho maior conhecimento. No entanto, caso alguma outra área apareça no caminho, não deixarei de exercê-la, pois novos desafios são sempre bem-vindos.
     A minha sugestão de matéria foi falar sobre padel, esporte ainda pouco difundido, que carece de planos para desenvolvimento. Após apurar e checar as informações( fundamental para todo jornalista) conclui a matéria. Obviamente não vou publicar a matéria aqui, pois vou deixá-la para vocês apreciarem, ou não, no jornal impresso, que deve sair no fim do semestre. Contudo, vou deixar aqui um pequeno trecho da entrevista via email que fiz com Ari Rui Morais Mattos, presidente da Federação Gaúcha de Padel. Essas perguntas não foram publicadas, mas ajudaram na formulação da matéria.

Há planos para o desenvolvimento do esporte? E quais são?
Ari Mattos- Estamos tentando implantar planejamento estratégico, para os próximos anos, viabilizando a renovação dos jogadores de padel, e incrementar a visão da mídia, compreendendo o esporte e porque temos aqui no RS campeões mundiais. Precisávamos manter a federação em dia com todos os órgãos e entidades, então esta foi nossa prioridade, e conseguimos.

Porque o padel não faz o sucesso que poderia?
Ari Mattos-Na realidade, o padel aqui no Brasil é bem desenvolvido no sentido de termos praticantes de qualidade, porém não temos ainda quantidade, e se compararmos pelo numero de habitantes, teoricamente o padel não existe no Brasil. O esforço maior é fazer acontecer para a grande mídia, tomar conhecimento,
e conseguir patrocinadores master , promovendo o esporte como uma resposta eficiente para o investimento.É um esporte fácil de praticar, qualquer pessoa com um minimo de coordenação é capaz de praticar, é agregador e muito familiar.

Por Matheus Caporal Goularte