quinta-feira, 27 de junho de 2013

Na frente das câmeras

    Hoje foi o dia em que realizei um dos meus sonhos, ancorar um programa de TV. E nada melhor do realizá-lo numa faculdade que me recebeu muito bem. Como âncora a minha principal função era apresentar o programa e dar o tema da conversa, sendo responsável pela primeira pergunta. 
    A minha principal qualidade com certeza é a tranquilidade e a capacidade de raciocinar em momentos difíceis  (modéstia a parte). Acho que pude demonstrar isso durante os dez minutos que estive no ar. Após observar o sinal de que podia começar o programa, muita coisa passou pela minha cabeça em fração de segundos, desde a decisão por fazer jornalismo, tomada no ano de 2011, até a certeza de que esse é realmente o curso pelo qual quero dedicar a minha vida. 
   Voltando para o programa, sei que ainda é preciso melhorar, e muito. O bloco era de dez minutos, porém foi apresentado em 11min e 9seg, isso não pode acontecer, pois é preciso respeitar o tempo dos comercias ( afinal eles mantém o programa no ar) e não comprometer a grade horária da televisão.Como o programa era da cadeira de laboratório o programa não foi cortado. 
    Um fator em que poderia ter a minha intervenção, foi o de que o convidado falou demais e talvez por causa disso o tempo do programa passou do combinado. Todavia, a experiência foi excelente e inesquecível, e quando eu estiver apresentando um programa numa grande emissora não esquecerei desse dia. O tempo dirá se realmente sirvo para essa área mas, já aviso, ainda vão ver muito esse rosto na telas da TV!

Matheus Caporal Goularte
Foto- divulgação/facebook

TV: a produção de um programa

    O que é necessário para se produzir um bom programa? O que enfrentamos pelo caminho? Bom, hoje às 9:50 quando a assessoria do nosso entrevistado, o vocalista da Comunidade Nin-jitsu e deputado estadual, Mano Changes, entrou no saguão da Famecos foi somente a confirmação de que havíamos nos organizado ( incrível como as coisas ficam mais fáceis com organização). 
    A organização foi muito boa, todavia, não somos perfeitos, e problemas surgem, como a confirmação de um segundo entrevistado, sendo que o programa só tinha espaço para um. Contornar problemas, também faz parte do aprendizado, e com uma simples ligação foi desmarcado o que poderia ser uma situação constrangedora para nós.
   Antes de chegarmos no assunto que se tornou tema da entrevista, tecnologia na educação, confesso que pensamos em outros assuntos e até convidamos outras pessoas, no entanto esse tema se encaixou perfeitamente no contexto de reivindicações em que vivemos. O roteiro do programa foi baseado em perguntas sobre os projetos dele e o motivo pelo qual ele defende tanto a tecnologia em prol da educação. Várias perguntas foram separadas porém, como bloco foi de 10 minutos cada um teve a oportunidade de fazer apenas uma pergunta.
   Outro fator interessante é destacar como foi feita a escolha do nome do programa, afinal ele é o meio pelo qual as pessoas vão te reconhecer. Não queríamos nada com Famecos no nome, pois seria muito óbvio, então pensei que como faríamos perguntas objetivas ao nosso entrevistado, sugeri o nome "Direto ao Ponto" ideia acatada por todos na hora.
   Os últimos instantes antes de entrarmos no ar foram de conversas para ajeitar os detalhes finais, e também introduzir o nosso convidado ao tema e mostrar possíveis perguntas, daquele que foi o primeiro programa de TV ao vivo de todos. No próximo post falarei da sensação de estar na frente das câmeras.

Matheus Caporal Goularte


Entrando no Tubo da TV

TV parece ser algo muito distante de nós, meros mortais. Quando temos a oportunidade de aparecer lá - mesmo que sorrateiramente, passando por trás de um Repórter - falamos para todos, queremos que todos vejam. Hoje, senti uma vez mais esse momento especial que é ser visto e gravado. A terceira, segundo meus cálculos. Em nenhuma das três fui figurante, na verdade.

A primeira foi a mais divertida de todas. Aos 8 anos, interpretei o "Pedrinho", do sítio do Pica Pau Amarelo na extinta TV Guaíba, com alguns colegas, ao vivo ("Quem sabe faz ao vivo", diria o grande - em todos sentidos - Faustão). A cena, que durou poucos minutos, envolvia algo como salvar alguém da Cuca. Deu certo, mas por pouco: me lembro que, em determinado momento, tinha que botar um colar num "poço". Do alto da minha coragem, joguei o colar, com uma relativa distância até o tal poço e, por muito pouco, caiu dentro do alvo. Altas emoções.

Chega de saudosismo. Hoje tive a primeira experiência mais profissional, digamos. Fui comentarista em um debate sobre os protestos em Porto Alegre, onde expressei minhas opiniões sem nexo e desinteressantes (humildade é tudo). Participei bastante, até. Cometi alguns pecados como, por exemplo, falar olhando para os colegas, não para a câmera. Acho que ficou bom, porém. Não tive nenhum momento caótico em que se pensa e não sabe se fazer entender sem falar alguma palavra mais chula. Meus colegas de programa também se saíram bem, sem cometer nenhum erro trágico. Quando eu for mostrar para meus netos, vou sentir alguma forma de orgulho, na verdade.

Com essa terceira aparição, já me considero uma celebridade. Ainda não distribuí autógrafos, mas estou à disposição.

Vitor Fazio

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A base da vida: a luta por um espaço em um grande clube

    Em entrevista realizada na sede do A.C.B Estância Velha, em Canoas, o presidente do clube, Cléio Silva dos Santos, com certa empolgação revelou alguns projetos para as categorias de base, além de parcerias com a dupla Grenal e o Atlético-PR. " O objetivo do clube é sim expor os jogadores para negociá-los depois", não esconde o presidente do clube. 
    Atualmente, o clube possui várias equipes disputando jogos amistosos e participando de campeonatos de amadores. No entanto, os times da base estão presentes em quatro categorias (sub-13, sub-15, sub-17 e sub-19). Nos domingos, à tarde, é a vez de o time oficial do clube apresentar-se.
    As quatro categorias de base, no entanto, merecem atenção especial. Cléio revela que esses jovens representam a continuidade do clube. Serão os futuros atletas, associados e dirigentes que terão a tarefa de dar seguimento à história da Associação Cultural e Beneficiente Estância Velha. "O nosso futebol passa por um gradativo processo de profissionalização", disse Cléio. 
As mudanças na Lei Pelé, que privilegiam o clube formador, como por exemplo, o direito da verba de solidariedade, inclusive para transferências nacionais, são indicativos de que a formação do atleta brasileiro está sendo redimensionada e que a devida importância lhe está sendo conferida.
    Um fator a ser destacado é que os futuros craques do Rio Grande do Sul, em cinco, sete, 10, 12 anos, hoje estão nas categorias de base dos vários clubes existentes no estado e que será insignificante a quantidade de atletas que sairão direto dos campos de várzea para o alto nível profissional. E é por esse pensamento que Gabriel Luz, 14 anos, atleta da base do Estância Velha pensa em fazer testes na dupla Grenal, que fornece os mais bem estruturados centros de treinamento do Rio Grande do Sul. " A dupla Grenal é o sonho de qualquer atleta", relata Gabriel que ainda cansado, pois recém havia saído do treino falou: " se não for jogador de futebol pretendo me aproximar ao máximo do futebol, mas em um grande clube". 
    A gestão integrada da base é o objetivo do Estância Velha para que, após os oito a 10 anos de processo de formação de uma determinada categoria, a quantidade de atletas de alta performance seja satisfatória. Além disso, a comunicação entre todas as comissões técnicas das categorias deverá ser constante no que diz respeito a definição dos pontos fortes e fracos de cada atleta e equipe ao longo dos anos, para nortear as decisões estratégicas, técnicas e administrativas do clube.
O grande diferencial do trabalho de campo diante dessa nova perspectiva deve ser o desenvolvimento, por parte do clube, do currículo de formação do atleta de futebol. Nele a instituição vai poder definir os perfis dos atletas que pretendem formar e quais serão os conteúdos ensinados para que os diferentes perfis sejam alcançados.
    Entretanto, a profissionalização do futebol no clube é gradativa, logo, a gestão integrada da base, que é fundamental para modificações sensíveis nos corpos técnicos de cada categoria (com profissionais competentes e capacitados continuamente), ainda é considerada utópica. 

Matheus Caporal Goularte








Mídia: o que é? Como definir?

São dias complexos, no Brasil. Dias de efervescência: tudo está em pauta, tudo deve ser discutido. Desde a PEC-37 até o horrível penteado de Marco Feliciano. Uma das pautas, em meio a tantos fatores políticos, é a mídia. Mídia de direita, fascista, reacionária, corrupta e digna de todos os adjetivos negativos que possam ser imaginados - é o que se diz, pelo menos.

O que é a mídia, porém? Alguém já parou pra pensar no que ela é antes de jogar pedras na mesma? Mídia não representa somente aquela parte famosa e rica - Globo, Veja, Estado de S. Paulo, Band, etc. -, esse termo engloba também toda uma parte "nanica" da imprensa (independente do meio de atuação da mesma) que não pode ser ignorada e não merece aqueles termos esdrúxulos citados anteriormente (aliás, não creio que mesmo a mídia elitista mereça todos eles).

Existe um esforço louvável por parte da mídia "nanica" para transmitir suas idéias (e claro, noticiar) que não pode ser esquecido (no fundo, são tão dedicados quanto um repórter da Zero Hora, grande alvo em meio a essa revolução toda, mas isso é assunto para outra hora). É um absurdo tentar desqualificar uma classe inteira de Repórteres, somente com a intenção de mostrar que existem alguns pontos errados dentro da nossa classe. Esse preconceito todo, no fim, só prejudica (como de hábito, no Brasil) os desfavorecidos, que não só não são respeitados, por serem considerados farinha do mesmo saco da mídia top, como ganham mal e não tem nem metade do luxo dos favorecidos. Podem até ser farinha do mesmo saco, mas dizer que a mídia underground tem o mesmo pensamento e comportamento da mídia "fresca" é um erro imperdoável.

Vitor Fazio

sábado, 22 de junho de 2013

Cobertura de Guerra: os homens que precisam ser de ferro.

Deve ser muito fácil cobrir um acontecimento em uma redação. Ar-condicionado, Café à bel-prazer, colegas para interagir, tudo muito lindo. Quando muito, ir às ruas cobrir um acidente de transito, voltar, construir um lead bacana, deixar tudo bastante acessível  no texto e voltar ao café e às redes sociais - obviamente, se trata de uma brincadeira. É de conhecimento deste que vos escreve como a vida de Jornalista é corrida, desde o 1º semestre.

Difícil mesmo deve ser sair da redação. Sem saber se volta. E, se voltar, inteiro.

Me inspiro numa oficina comandada pelo Jornalista Luis Antônio Araújo na Famecos em 15/05 do ano corrente para imaginar esse que, certamente, é um dos pontos chaves da carreira de um Jornalista: desbravar o mundo das Guerras, cuidando de sua segurança, ao mesmo tempo que busca o melhor ângulo para uma foto, uma entrevista com um nativo, o máximo de detalhes para lançar o melhor material possível, talvez até atravessando os limites amassados e rasgados de um simples Jornal (vide o livro "Binladenistão - Um Repórter Brasileiro na Região mais Perigosa do Mundo", do próprio Araújo). Emoção e sentimentos não se encaixam no estilo deveras conservador de uma reportagem, portanto é obrigatório esquecer todo e qualquer sentimento que um Robô não teria. Faça isso, faça assim, faça assado. E é feito. Equipamentos roubados e problemas diplomáticos viram meros detalhes.

Um outro ponto importantíssimo nas coberturas de Guerra é o cunho histórico que elas podem ganhar (e em geral ganham). Somos todas pessoas tão distantes desse conceito histórico que, quando passamos a fazer parte disso, não sentimos. Você não sente a história acontecendo até fazer parte dela. Pessoas histéricas na Praça Tahrir são barulhentas e chamativas o suficiente para ganhar documentários livros e exposição. O Jornalista, que vai pra lá para cobrir, interferindo o mínimo possível nos eventos, falha - felizmente, diga-se - e vira peça de museu, com tanto valor quanto um vaso da época de Alexandre, o Grande. Falha por que se somou às multidões, inchou as fotos, ocupou um espaço que ficaria vazio. Nunca foi tão bom falhar.


Vitor Fazio

quinta-feira, 20 de junho de 2013

TV: Um universo à parte

    A oportunidade de conhecer o estúdio de televisão da Famecos foi muito interessante, principalmente para nos envolvermos com essa que será a última atividade da cadeira de Laboratório de Jornalismo: fazer um programa de TV ao vivo via internet. O programa será dividido em dois blocos de 10 minutos sendo o primeiro com um entrevistado e o segundo um debate sobre o tema da entrevista. A expectativa, ansiedade em relação ao programa, confesso ser muito grande, pois além de ter que falar ao vivo, terei a oportunidade de ancorar o primeiro bloco. O roteiro do programa será preparado para dois tipos de entrevistados: os que falam muitos e, aqueles que respondem apenas com sim e não. Resumindo, estamos preparados.
    A televisão é um meio que se difere muito dos outros visto que, une som e imagem numa única tela. O desenvolvimento tecnológico deu à televisão uma abrangência social que ainda está longe de se poder analisar o ponto que poderemos chegar. O rádio parece ser uma criança ingênua diante do gigantismo da televisão.  A comunicação social ganha com ela um poder monstruoso e complexo, cujas entranhas ainda estão além das possibilidades de análise. 

   Um fenômeno tem tomado conta de algumas casas brasileiras: o fenômeno da segunda tela. Muitos telespectadores utilizam ao mesmo tempo em que assistem TV, tablets, ou celulares mudando a ideia de poucos anos atrás de que a televisão é o melhor meio para se informar, e ter notícias. A televisão, com o surgimento da internet, precisará mudar o atual modo de transmissão. A ideia de que a televisão é  pode ser compreendida como um tipo de multimídia será, futuramente, um meio de entender como a Web poderá transmitir imagens. Sabemos que o próximo passo, depois da TV digital, será a possibilidade do espectador programar pelo computador as diversas possibilidades de interação com as imagens, como cronometrar as transmissões, recuperar arquivos wave, converter formatos, etc. Essa é a TV interativa, o futuro dos sistemas de multimídia aplicados à TV.

Segue abaixo o link para a transmissão de amanhã:

eusoufamecos.pucrs.br/labjor/


Matheus Caporal Goularte