quarta-feira, 17 de abril de 2013

Imparcialidade: o bom senso entre o certo e o errado.

Todos os seres racionais tem opiniões, é natural, quase óbvio. Quase tão óbvio quanto, é o fato de que Jornalistas - cronistas a parte - não podem exprimir opiniões enquanto escrever uma notícia ou reportagem, sob pena de influenciar as opiniões de milhares de pessoas e de manchar seu nome. Pode parecer fácil, mas este é um trabalho digno de um Robô, uma Máquina - escrever sem se deixar levar por opiniões. Na prática, é impossível. Passamos uma vida inteira aprendendo com opiniões e pensamentos alheios, nossos pais nos educaram assim: fazer isso é feio, é ruim; fazer aquilo é bonito, é bom. Não dá para, quase aos 20 anos, desligar o botão "dê opiniões", não completamente.

Então, assumimos nossa incompetência, pois. "Vamos ter opiniões, mas não claramente" deve ter dito algum chefe de redação, em algum lugar do passado, quando percebeu o quão utópico é ser plenamente imparcial. Mas isso já foi levado longe demais: algumas publicações ignoram a parte do "mas não claramente" e passaram a chamar seus pensamentos de "linhas editoriais", uma falácia. Ser uma publicação de direita ou de esquerda virou uma questão "editorial". Publicar ou não uma notícia virou uma questão "editorial". Usar verbos mais incisivos em uma matéria e mais brandos em outra virou uma questão "editorial". A cor da roupa da secretária virou uma questão "editorial".

A verdade, porém, é uma questão que deve estar acima de qualquer desculpa "editorial", e a imparcialidade tem um compromisso com a veracidade dos acontecimentos. Fatos são fatos para todos, independentemente de "linhas editorias". Usar "pontos de vista" para escrever uma reportagem é uma maneira sutil de romper esse contrato que o Jornalismo (tenta) cumprir com a verdade e a imparcialidade.

Vitor Fazio

terça-feira, 9 de abril de 2013

A Importância da Apuração

 O jornalismo no mundo está mudando. O desenvolvimento das plataformas de comunicação, principalmente a internet, tem possibilitado o leitor de sair da mera posição de espectador para narrador dos fatos. É o chamado jornalismo colaborativo que consiste na liberdade que as pessoas têm para coleta e transmissão de informações que dizem respeito a sua rotina, cultura e ponto de vista. Grandes veículos de comunicação abriram espaço para seus '' braços colaborativos'' como o Leitor Repórter ( Zero Hora e Jornal do Brasil ) e Eu Repórter ( O Globo ).A mídia ainda não é capaz de cobrir todos os assuntos em todos os lugares, por isso a participação do leitor é importante. Selecionar assuntos que não precisam ser de abrangência nacional, mas que são relevantes para a comunidade em que vive, pode ser muito mais interessante. E pode ajudar a ganhar importantes pontos de credibilidade com os receptores do tema abordado. O assunto está mais próximo e é possível fazer a checagem dos fatos.
  As informações passadas de internautas para internautas ainda geram uma incerteza quanto a sua veracidade. Isto ocorre por não terem a apuração necessária, além de não contar com o mesmo respaldo das mídias tradicionais. Num mundo onde a velocidade da informação é praticamente instantânea,  o usuário pode selecionar o que lhe interessa e repassar.  Esse é o conceito de ''gatekeeping'', que é muito utilizado nas redes sociais. Todavia, quando esse recurso é utilizado pela imprensa com a preocupação de dar o furo (informação dada por um veículo na frente dos demais) podem ser cometidas as famosa gafes. Ou vocês acharam que Enrico Cabrito seria mesmo a mais nova contratação do Grêmio, como chegou a anunciar o  narrador e apresentador Paulo Brito?

Matheus Caporal Goularte