A primeira foi a mais divertida de todas. Aos 8 anos, interpretei o "Pedrinho", do sítio do Pica Pau Amarelo na extinta TV Guaíba, com alguns colegas, ao vivo ("Quem sabe faz ao vivo", diria o grande - em todos sentidos - Faustão). A cena, que durou poucos minutos, envolvia algo como salvar alguém da Cuca. Deu certo, mas por pouco: me lembro que, em determinado momento, tinha que botar um colar num "poço". Do alto da minha coragem, joguei o colar, com uma relativa distância até o tal poço e, por muito pouco, caiu dentro do alvo. Altas emoções.
Chega de saudosismo. Hoje tive a primeira experiência mais profissional, digamos. Fui comentarista em um debate sobre os protestos em Porto Alegre, onde expressei minhas opiniões sem nexo e desinteressantes (humildade é tudo). Participei bastante, até. Cometi alguns pecados como, por exemplo, falar olhando para os colegas, não para a câmera. Acho que ficou bom, porém. Não tive nenhum momento caótico em que se pensa e não sabe se fazer entender sem falar alguma palavra mais chula. Meus colegas de programa também se saíram bem, sem cometer nenhum erro trágico. Quando eu for mostrar para meus netos, vou sentir alguma forma de orgulho, na verdade.
Com essa terceira aparição, já me considero uma celebridade. Ainda não distribuí autógrafos, mas estou à disposição.
Vitor Fazio
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